A implementação dos padrões IFRS S1 e S2 vem trazendo uma série de desafios para as empresas brasileiras. Mais do que entender o que as normas estabelecem, as organizações precisam avançar em questões como qualidade e rastreabilidade dos dados, governança da informação, conexão entre sustentabilidade e finanças, asseguração e tradução dos riscos climáticos em impactos financeiros.
Foi a partir desses desafios que o Climate Finance Hub Brasil e o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), por meio da Câmara Temática de Finanças Sustentáveis, realizaram, ao longo de 2026, a Jornada “IFRS S1 e S2 na Prática”.
Com cinco encontros presenciais, a Jornada reuniu 104 participantes de 52 organizações e permitiu identificar dúvidas, obstáculos e padrões de fragilidade que aparecem na implementação dos padrões. Esse aprendizado coletivo deu origem ao Guia IFRS S1 e S2 na Prática, desenvolvido para apoiar empresas em diferentes estágios dessa jornada.
Da norma à prática
O diagnóstico realizado ao longo da Jornada mostrou que uma das principais dificuldades está na conexão entre informações de sustentabilidade e informações financeiras. O desafio não é apenas identificar riscos e oportunidades, mas construir processos que permitam traduzir essas informações em efeitos financeiros rastreáveis e sustentados por evidências.
Outro ponto identificado é a necessidade de fortalecer a infraestrutura que sustenta o reporte: governança, controles internos, documentação de julgamentos, qualidade dos dados e preparação para a asseguração. O Guia também aborda desafios relacionados a cenários climáticos, materialidade financeira, perímetro de reporte, uso da informação pelo investidor e às mudanças trazidas pelo atual contexto regulatório brasileiro.
Um material construído para a realidade das empresas
Em vez de percorrer as normas requisito por requisito, o Guia organiza os conteúdos a partir das dificuldades encontradas na prática. A implementação é apresentada em cinco etapas: Preparação, Dados de qualidade, Reporte, Asseguração e Gestão de performance, tendo a conexão contábil como eixo transversal.
Cada etapa reúne orientações técnico-operacionais, perguntas frequentes, desafios e caminhos possíveis, além de exemplos e casos que ajudam a aproximar a discussão da realidade das empresas brasileiras.
O Guia é destinado principalmente a profissionais de sustentabilidade e ESG, finanças, contabilidade, controladoria, gestão de riscos e relações com investidores, tanto para equipes que estão iniciando a implementação quanto para aquelas que já avançaram no processo e buscam qualificar o reporte.
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