Seminário do Climate Finance Hub Brasil debate desafios do financiamento climático e lança duas publicações inéditas

Nesta segunda-feira (25), o Climate Finance Hub Brasil (CFH Brasil), FIESP e FEBRABAN uniram forças para realizar o seminário “Os desafios do financiamento climático em um mundo em transformação”. O encontro reuniu cerca de 100 pessoas no salão nobre da FIESP, em São Paulo, e marcou o lançamento de duas publicações fundamentais para a agenda de finanças climáticas no país.

A primeira delas, “Climate Finance Pathways 2025: National Regulations and Public Policies, Global Trends, and Financial Mechanisms”, foi desenvolvida pela CooperaClima com contribuições da Febraban. O estudo traz um panorama detalhado das políticas públicas e mecanismos financeiros que moldam a transição climática no Brasil. Já o “Caderno Setorial – Avaliação da Maturidade da Transição Climática de Empresas do Setor Elétrico” é a primeira publicação no país a avaliar, de forma sistemática, como as maiores companhias do setor elétrico estão se preparando para a transição climática, a partir da pesquisa conduzida pela equipe do CFH.

O evento contou com representantes de diferentes organizações que compartilharam suas visões sobre a transição climática no Brasil: Josué Gomes (Presidente da FIESP), Amaury Oliva (Direção Executiva da FEBRABAN), Joaquim Levy (Presidente do Conselho do CFH Brasil), Thais Ferraz (Diretora Programática do Instituto Clima e Sociedade – iCS), Marcelo Furtado (Diretor Executivo do Instituto Itaúsa), Ludovino Lopes(sócio fundador do Ludovino Lopes Advogados) e  a ex-ministra Izabella Teixeira.

Em sua fala, Izabella destacou a importância de clareza e dados concretos na agenda climática. “O Brasil, embora seja um país de soluções, precisa mostrar o que existe de fato. Por isso, adorei a ideia do Hub de trazer essa clareza, que dialoga com outras iniciativas em curso no país, inclusive envolvendo o Governo. É absolutamente relevante que tenhamos uma visão concreta de como vamos avançar. Ninguém aguenta mais achismo.”

Na sequência, Linda Murasawa, líder de engajamento do CFH Brasil, apresentou o estudo “Caminhos da Finança Climática 2025”. Segundo ela, é fundamental incorporar o risco de transição climática nas análises tradicionais. “Esses processos afetam o risco de capital, as receitas das empresas, seus ativos e custos. Para isso, o setor financeiro precisa estar muito bem preparado e lastreado por dados e análises.”

Luan Santos, coordenador de pesquisas do CFH Brasil, detalhou os resultados da avaliação de maturidade do setor elétrico, baseada na análise de 15 empresas responsáveis por 70% da geração de energia elétrica no país. Esse foi o primeiro estudo setorial do Hub, já disponível para download no site.

O evento também contou com a presença de Christianne Maroun (coordenadora do CFH Brasil), Luis Saporta (coordenador de engajamento), Liana Gemunder (responsável pelo engajamento com a economia real), além dos analistas Giovana Tosto e Vítor Duarte, que participaram da avaliação do setor elétrico. As conselheiras do Climate Finance Hub Brasil, Denise Pavarina e Luciane Ribeiro também estiveram presentes.

Na abertura, Joaquim Levy ressaltou a relevância dos estudos para posicionar o Brasil no cenário internacional. “O trabalho do CFH Brasil vai nos permitir chegar à COP com elementos que mostrem a situação do Brasil e os setores que estão na ponta da descarbonização. O hub tem esse potencial de fornecer análises precisas sobre a trajetória da transição climática das empresas brasileiras, posicionando os setores nacionais frente ao global, entendendo os gaps e oportunidades para avançarmos rumo a uma economia de baixo carbono”.

De início, a abertura do evento destacou a liderança do Brasil como um hub de soluções climáticas escaláveis. O Diretor Executivo do Instituto Itaúsa, Marcelo Furtado, afirmou que esse é o momento para enfrentar esses desafios, atrair investimentos e aproveitar esse potencial. “As análises que o CFH Brasil se propõe a fazer nos ajudam a identificar riscos e oportunidades, apoiando a transição que empresas e setores precisam realizar. Com essas cartas de navegação, podemos orientar empresas e a academia brasileira para uma agenda mais positiva para o clima, a natureza e as pessoas.”

O presidente da FIESP, Josué Gomes, contou os avanços do programa de descarbonização da federação e destacou que essa é uma agenda imprescindível. “O financiamento para a transição energética é essencial para a descarbonização da indústria e para o aumento da competitividade em um mundo com cada vez mais desafios climáticos.” 

O Climate Finance Hub Brasil conta com o apoio da Climate Arc, do Instituto Itaúsa e do Instituto Clima e Sociedade (iCS), reforçando a missão de traduzir a transição climática em dados estratégicos para decisões mais seguras no país.

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